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domingo, 17 de outubro de 2010

As emoções são responsáveis por desencadear tensões no nosso organismo que, por mais que tentemos escondê-las, se traduzem em tremores, “frio no estômago”, dor de barriga, choro, rir sem parar, arquear as sobrancelhas, perder a voz, bem como outros movimentos que muitos de nós já terão experimentado.
Etimologicamente, a palavra emoção provém de duas palavras latinas – ex movere – que significam “em movimento”. Faz sentido, dado que uma emoção é um “conjunto de reacções corporais (algumas muito complexas) face a certos estímulos”, como expressa António Damásio, um dos neurocientistas mais famosos do mundo.

No período da Grécia Antiga, até meados do século XIX, acreditava-se que as emoções eram instintos básicos que deveriam ser controlados sob pena de o homem ter a sua capacidade de pensar seriamente afectada. O primado da racionalidade, que dominava as diversas ciências sociais e humanas, pretendia que as emoções fossem interpretadas como um entrave ao funcionamento adequado da razão, nomeadamente do pensamento.
No entanto, a partir do século XX, as investigações produzidas sobre a emoção levaram-nos a um outro entendimento: a emoção passou a ser considerada uma qualidade, desde que o indivíduo que a esteja a sentir compreenda e tenha consciência do seu estado. A emoção permite, assim, desenvolver a capacidade de relacionamento do indivíduo no e com o mundo. Aliás, as emoções apareceram na História da Humanidade como meio eficaz de comunicação, anteriormente à linguagem.

Dada a grande multiplicidade de teorias que reflectem a dificuldade em sintetizar numa definição a complexidade das emoções, podemos, de uma forma geral, definir emoção da seguinte forma:
৹ Estado mental e fisiológico, breve e espontâneo, associado a uma ampla variedade de sentimentos, pensamentos e comportamentos.
৹ Modificação dos componentes químicos do cérebro e, consequentemente, da sua estrutura. As emoções vividas vão definindo o que somos, dado que todas as experiências emocionais quotidianas que compõem fisicamente o cérebro criam ou fortalecem as conexões existentes entre os neurónios. Cada momento de medo, de raiva, de felicidade ou de desgosto transformam-nos de maneira mais ou menos duradoura, modificando a nossa estrutura cerebral.



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Emoção difere de sentimento
Um dos factores que torna distinguíveis as emoções dos sentimentos é a privacidade destes últimos e a exterioridade das emoções. A emoção é pública, observável, tendo uma dimensão comunicacional, enquanto o sentimento está voltado para o interior do ser humano.
Os sentimentos surgem após tomarmos consciência das nossas reacções corporais, quando estes movimentos são transmitidos a determinadas zonas do cérebro através da actividade neuronal. Nas emoções, conseguimos reconhecer o elemento que as desencadeou, contrariamente aos sentimentos que não se associam a nenhuma causa imediata. Os sentimentos são emoções filtradas através dos centros cognitivos do cérebro, mais especificamente do lobo frontal.


Emoção e razão
Actualmente, já se reconhece a ideia de que a razão e emoção não se encontram nos antípodas. O divórcio entre a razão e a emoção é um mito, visto não ter qualquer sustentação científica. É impossível privilegiar a razão sobre a emoção ou vice-versa. Há todo um funcionamento combinado e inseparável entre a razão (cérebro racional) e as emoções (cérebro emocional), uma vez que são as emoções que provocam um determinado pensamento e é este que, por sua vez, provoca uma determinada emoção.
Segundo António Damásio, um dos mais famosos neurocientistas do mundo, as emoções não constituem um obstáculo ao funcionamento da razão. Estas estão envolvidas nos processos de decisão: por mais simples que seja o processo, existe sempre uma emoção associada à escolha feita, dado que o córtex cerebral se apoia nas emoções para decidir.


O Cérebro e a formação das Emoções

No cérebro, o sistema límbico regula as emoções, sendo tão poderoso que pode anular, tanto os pensamentos racionais, como as respostas vitais. A amígdala, centro do sistema límbico, é responsável por qualquer resposta emocional.

Na última década, com o rápido desenvolvimento da área das Neurociências, foi definitivamente reconhecida a relevância do papel que as emoções desempenham na vida diária.

O cérebro vive num estado de desequilíbrio dinâmico: por um lado, é impulsionado por energias excitatórias; por outro, por forças inibidoras.

Ao longo do dia, esta instabilidade sofre alterações que se reflectem no humor, no estado de consciência e na qualidade do pensamento. Diversos factores biológicos, psicológicos e ambientais intervêm neste processo.
Como o Cérebro Distingue Emoção e Sentir

Damasio (2000) faz uma clara distinção entre emoções e sentimentos. Ao contrário de emoções, sentimentos não são instintivos, eles estão conscientes e discriminatórios porque são baseados na memória, no conhecimento, e no sentido da autobiografia.



As funções básicas de emoções são predefinidas: elas são “dispositivos que são instintivos e autônomos".



As primárias emoções como medo, felicidade, tristeza, raiva, surpresa, e repugnância, o autor afirma que elas são universais emoções devido à sua aparição em primatas, o aparecimento precoce no desenvolvimento humano.

Estas emoções primárias são curiosas adaptações, são parte integrante das máquinas com os organismos que regulam a sobrevivência e originários do sistema límbico.

Todas as entradas sensoriais do corpo são enviadas para a amígdala e córtex, através do tálamo. Fisiologicamente falando, a amígdala, aproxima duas estruturas de tamanho no sistema límbico, e o emocional age como filtros de informações sensoriais, especialmente o medo.



A amígdala é o principal jogador, na medida em que ambos os envia e recebe informações de muitas outras partes do cérebro. Se a amígdala avalia esta entrada como tendo alto conteúdo emocional, que prioriza a entrada e envia imediatamente aos neurotransmissores sinais que vêm de várias partes do cérebro, (tais como o hipotálamo), e corpo, (como o coração), para agir, usa-se a analogia.

Porque os gânglios do neocórtex levam mais tempo do que a amígdala para processamento da informação, é possível que a amígdala cause um efeito de curto-circuito no cérebro.



Entretanto, as mesmas informações sensoriais são enviadas para outras partes do cérebro, tais como a gânglios basais e do neocórtex, onde o conhecimento e memória são acessados e incluídos na avaliação sensorial de entrada. Esta combinação de fatores de produção e avaliação atinge um nível de consciência e as emoções torna-se então um sentimento, ou o que ele chama o sentimento de emoção, que é definido como "a representação do mesmo transiente que causa mudança no organismo estatal em termos de padrões neurais e daí imagens”.



Ainda de acordo com Damásio (2000), somos nascidos com os mecanismos neurais necessários para gerar órgão ou somáticos estados, como o medo, em resposta a certos estímulos sensoriais. Quando o medo ou repugnância, por exemplo, são geradas certas respostas corporais correspondem a cada uma dessas emoções. Estas respostas são amplamente universais: por exemplo, os bebês respondem ao medo causado por um súbito e forte choro, pelo ruído incomum estiramento muscular, acelerando a freqüência cardíaca.



Com o passar do tempo, porém, enquanto reações corporais ou somáticas que correspondem a essas emoções como medo continuam a ser os mesmos, a máquina de emoções desenvolve mais sofisticadas vieses através da autobiografia da recolha de memórias.

Para exemplo, se essa criança vive em uma zona de guerra onde altos ruídos são freqüentes e normais e a criança venha a não reagir como significativa ou medrosamente a ruídos altos. Do mesmo modo, a pessoa na analogia vai lembrar que nem todos os ursos são perigosos.



É importante notar que a entidade ou estados somática pode ser positivo ou negativo.

Negativo: organismo afirma desacelerar o processamento de imagens e de limitar a diversidade de imagens que podem ser tratados, limitando assim a eficiência do raciocínio, mas que permita o corpo de chamar a atenção para o objeto causando a emoção negativa.



Positivo: estados reforçados com rápida geração de diversas imagens, e o raciocínio são acelerados, mas não necessariamente eficientes. Felicidade, por exemplo, também tem específicos órgãos que marcam a sua ocorrência, de forma específica que experimentos delinear claramente a diferença entre um verdadeiro ou emocional sorriso e um sentimento artificial.



O estudo mostra que não só são diferentes vias neurais ativadas, mas também diferentes estados são promulgadas corpo, incluindo a utilização de diferentes músculos faciais. Estas vias neurais específicas que servem emoções refere-se como mapas neurais, e as respostas corporais que acompanham específicas emoções, ele se refere como mapas corporais. Isso corresponde com a descrição de William James "emoções padrão", como o medo e a raiva, quando ele afirma que sentimentos são baseados em uma percepção dos estados corporais.



Objetos percebidos pelos sentidos são avaliados para conteúdo emocional e marcados. Essa marcação pode ser feita com base em mapas neurais antes e / ou mapas corporais associados com o objeto, ou baseados em geral nas associações instintivas. Deste modo, cada objeto é marcado ou sinalizado como positivo ou negativo.



Estes marcadores somáticos ou emocionais sinais não tomam decisões, mas orientar as decisões por ajudarem a centrar a atenção sobre determinados aspectos do ambiente e reforçar assim a qualidade do raciocínio e, teoricamente, a adequação das nossas respostas.



Uma imagem de um corpo e mente integrados, ligados entre si pela emoção e sentimento funções do cérebro. Emoções, que são inconscientes, criar estados físicos, mas sentimentos, que são conscientes, na maioria das vezes surgem a partir de mapas neurais, que são baseadas no corpo repetidas estados.



Sentimentos em seguida são cognitivos, uma vez que dependem de atividades e funções dentro do cérebro. O cérebro tem como emoção e sentimento influenciando cada função, assim que cognição já não pode ser examinada sem o seu grupo, a emoção.

Sandra Regina da Luz Inácio
DANIEL GOLEMAN

A questão mente-corpo, o problema de como a mente se relaciona com o cérebro e o resto do corpo, constitui uma das questões filosóficas mais inquietantes. Tem sido sempre o calcanhar-de-aquiles da psicologia.(LeDoux, 2001)

1.1 Breve biografia de Daniel Goleman

Daniel Goleman, Ph.D., é o presidente do Emotional Intelligente Service (Empresa de Consultoria), em Sudbury, Massachusetts. Ao longo de 12 anos escreveu sobre psicologia e ciências do cérebro para o The New York Times. Editor da revista Psychology Today por nove anos, lecionou em Harvard, onde recebeu o título de doutorado.

É autor de vários livros, dentre os quais Inteligência Emocional e Trabalhando com a Inteligência Emocional, ambos best-sellers.

1.2 A Inteligência Emocional
Para Goleman (1995):

cada emoção leva consigo uma disposição distinta para a ação rumo à direção que deu certo no lidar com os recorrentes desafios da vida humana, ficando gravadas em nosso sistema nervoso como tendências inatas e automáticas do coração humano.

Uma visão da natureza humana que ignora o poder das emoções é lamentavelmente míope.

O próprio nome Homo sapiens, a espécie pensante, é enganoso à luz da nova apreciação e opinião do lugar das emoções em nossas vidas que nos oferece hoje a ciência. ...quando se trata de modelar nossas decisões e ações, o sentimento conta exatamente o mesmo - muitas vezes mais - que o pensamento. Fomos longe demais na enfatização do valor e importância do puramente racional - do que mede o QI (Quociente de Inteligência). Para melhor e o pior, a inteligência não dá em nada, quando as emoções dominam. (Goleman (1995, p. 18)

Emoções são impulsos direcionados para a ação. A própria raiz da palavra emoção é movere, - mover - em latim, mais o prefixo *e-*, para denotar - afastar-se -.

Com base em Goleman (1995, p.20 e Apêndice A) elaboramos a seguir uma tabela sobre algumas emoções básicas:

Tipo Característica Reação

IRA Fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indginação, vexame, animosidade, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, talvez no extremo, ódio e violência patolígicos O sangue flui para as mãos, fica mais fácil pegar uma arma ou golpear um inimigo; os batimentos cardíacos aceleram-se e uma onda de hormônios como a adrenalina gera uma pulsação, energia suficientemente forte para uma ação vigorosa.

TRISTEZA Sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, perda de prazer, desespero e, quando patológica, severa depressão. Confusão e falta de concentração mental, lapsos de memória, dificuldades alimentares e com o sono, apatia.

MEDO Ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, psicopatológico: fobia e pânico. O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.

PRAZER Felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação e bom humor, disposição e entusiasmo, euforia, êxtase e, no extremo, mania. Maior atividade no centro cerebral que inibe sentimentos negativos e favorece o aumento de energia existente e silencia os que geram pensamentos de preocupação; a tranqüilidade permite o corpo refazer-se de emoções perturbadoras, repouso geral.

AMOR Aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão. O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.


O quadro anteriormente mencionado apenas reflete parte de nossas emoções. A intenção é sugerir que as emoções desencadeiam uma série de reações em nosso organismo, ficando absolutamente claro que é o estado psíquico, reflexo de nosso amadurecimento emocional e cognitivo, o fato gerador, a causa de tais reações, e não ao contrário como sugerem alguns cientistas. O fato de alguém sofrer uma lesão em determinada área de cérebro e em conseqüência apresentar sintomas comportamentais diferentes dos que originalmente aconteciam, não justifica que o cérebro é o grande comandante de nossas vidas. O cérebro, mesmo lesionado, encontra-se sob o poder da Mente que detém o poder da vontade, sede de todo nosso psiquismo.

1.3 - Goleman critica a Teoria de Inteligências Múltiplas
Para Goleman (1995) as teorizações de Gardner (Inteligências Múltiplas) contêm uma dimensão de inteligência pessoal que é amplamente apontada, mas pouco explorada: o papel das emoções. (grifo nosso)

Talvez isso se dê porque, como me sugeriu ele próprio, seu trabalho é fortemente informado por um modelo mental de ciência cognitiva. Assim, sua visão dessas inteligências enfatiza a percepção – a compreensão de si e de outros nas motivações, nos hábitos de trabalho e no uso da intuição na própria vida e na relação com os outros. Mas, como acontece com campo cinestésico, onde o brilho físico se manifesta não verbalmente, o campo das emoções também se estende além do alcance da linguagem e da cognição.

... Gardner e os que com ele trabalham não investigaram com muitos detalhes o papel do sentimento nessas inteligências (Inteligências Múltiplas), concentrando-se mais na cognição sobre o sentimento.

Essa concentração, talvez não intencional, deixa inexplorado o rico mar de emoções que toma a vida interior e os relacionamentos tão complexos, tão absorventes, e muitas vezes tão desconcertantes.

E deixa por sondar tanto o sentido em que há inteligência nas emoções quanto o sentido em que se pode transmitir inteligência às emoções”. (Goleman, 1995 p. 52)

1.4 - O papel da amígdala: um centro no cérebro límbico
Goleman (1995, p. 29) afirma que Joseph LeDoux, neurocientista do Centro de Ciência Neural da Universidade de Nova Iorque, descobriu o papel-chave da amígdala no cérebro emocional.

Nos seres humanos, a amígdala vem do grego e significa amêndoa, é um feixe em forma de amêndoa, de estruturas interligadas situado acima do tronco cerebral, próximo à parte inferior do anel límbico. Há duas amígdalas, uma de cada lado do cérebro.

Para Goleman (1995) as explosões emocionais são seqüestros neurais. A amígdala, um centro no sistema límbico, detecta uma emergência e recruta o resto do cérebro para o seu plano de emergência. E o nosso cérebro pensante, o neocórtex, ainda não percebeu o que está acontecendo.

Esses seqüestros não são específicos de incidentes graves e horrendos que levam a crimes brutais, ocorrem também conosco com muita freqüência quando perdemos o “controle” e explodimos com alguém – com parentes, colegas de trabalho, no trânsito... – e depois ficamos até perplexos com as nossas próprias atitudes irracionais.

A remoção cirúrgica da amígdala para controlar sérios ataques em um rapaz provocou-lhe um completo desinteresse pelas pessoas, um alheamento, isolando-se sem nenhum contato humano. Embora conversasse normalmente, não mais reconhecia ninguém, nem mesmo a mãe, e permanecia impassível diante da angústia deles com a sua indiferença. Sem a amígdala perdeu a identificação de sentimento, visto que ela atua como um depósito da memória emocional, e portanto do próprio significado; a vida sem amígdala é uma vida privada de significados emocionais.

Os sinais que vêm dos sentidos permitem que a amígdala faça uma varredura de toda experiência, em busca de problemas. Isso a põe num poderoso posto na vida mental, alguma coisa semelhante a uma sentinela psicológica, desafiando cada situação, cada percepção, com apenas um tipo de pergunta em mente, a mais primitiva: É alguma coisa que odeio? Isso me fere? Alguma coisa que temo? Se for esse o caso – um Sim – a amígdala reage instantaneamente, como um fio de armadilha neural, telegrafando uma mensagem de crise para todas as partes do cérebro

A memória emocional pode ser um repositório de impressões emocionais e lembranças que jamais conhecemos em plena consciência.” (Goleman, 1995, p.30)

A pesquisa de LeDoux revela que a arquitetura do cérebro oferece à amígdala uma posição privilegiada de sentinela emocional. Os sinais sensoriais do olho ou do ouvido viajam para o tálamo, e depois – por uma única sinapse – para amígdala; um segundo sinal do tálamo é encaminhado para o neocórtex – nosso cérebro pensante. Fica explícito que a amígdala responde antes do neocórtex ser informado.

Para Goleman a pesquisa de LeDoux é revolucionária para a compreensão da vida emocional por ser a primeira a estabelecer os caminhos neurais de sentimentos em torno do neocórtex. Os sentimentos em linha direta à amígdala são os mais primitivos, grosseiros e poderosos, e acaba por explicar o poder da emoção para esmagar a racionalidade. Enquanto a amígdala nos lança à ação, o neocórtex (racional) ainda está pensando qual o plano mais adequado!

1.5 – A ação do neocórtex: a amígdala propõe, o lobo-pré frontal dispõe
Enquanto a amígdala prepara uma reação ansiosa e impulsiva, e nem sempre a mais adequada, outra parte do cérebro emocional possibilita uma resposta mais reflexiva e mesmo corretiva.

Segundo Goleman (1995):

A chave do amortecedor cerebral das ondas repentinas da amígdala parece localizar-se na outra ponta de um circuito principal do neocórtex, nos lobos pré-frontais, logo atrás da testa. O córtex pré-frontal parece agir quando alguém está assustado ou zangado, mas sufoca ou controla o sentimento para tratar com mais eficácia da situação imediata... Essa região neocortical do cérebro traz uma resposta mais analítica ou adequada aos nossos impulsos emocionais, modulando a amígdala e outras áreas límbicas.” GOLEMAN, 1995, p. 38)

Ocorre que a resposta neocortical, embora mais criteriosa e ponderada, é mais lenta em tempo cerebral quando comparada à resposta emocional direcionada pela amígdala.

A tristeza fundamentada em uma perda ou a alegria decorrente de uma vitória, toda essa reflexão é o neocórtex agindo.

Ainda assim a amígdala não deve ir para o banco dos réus, porque exerce – entre outras – a importante missão de um disparador de emergência.

A relação entre esses circuitos nem sempre é pacífica, como diz Goleman os circuitos que vão do cérebro límbico aos lobos pré-frontais significam que os sinais de forte emoção – ansiedade, ira e afins – podem criar estática neural, sabotando a capacidade do lobo pré-frontal de manter a memória funcional e é por isso que, quando estamos emocionalmente perturbados dizemos: “Simplesmente não consigo pensar direito” – e porque a contínua perturbação emocional cria deficiências nas aptidões intelectuais pode mutilar a capacidade