sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tara Bennett-Goleman and Daniel Goleman Emotional Alchemy

Summary: We all have coping strategies that let us adapt to adversity. Yet as we grow older these thought patterns are no longer needed and we can even pay a price if we continue to use them. According to Tara Bennett-Goleman, such thought patterns are what she calls schema - hidden mental habits that shatter our peace of mind.

"Schemas obscure the clarity and spaciousness of our true nature," says Tara. With over 20 years of study with Buddhist masters from Tibet, Nepal and Burma, Tara takes what she learns to the next level by combining it with a scientific structure based on cognitive therapy and neuroscience - the perfect balance between fact and faith.

In this dialogue she and her partner, Daniel Goleman, explore schemas and relate how to use emotional alchemy to change shadows and confusion of the mind into clarity and how to use mindful investigation to see things as they are rather than as we think they are. Their own relationship has grown more loving because of the schema work they have been doing.

"When you understand your emotional patterns, you take things much less personally," says Daniel. The Golemans point out that many times we may unwittingly be attracted to partners who trigger our schemas and the antidote, says Tara, "is mindfulness, which involves being aware of our emotions without being ruled by them."

Tara Bennett-Goleman has done post-graduate training at the Cognitive Therapy Center of New York and is the author of Emotional Alchemy: How the Mind Heals the Heart (Harmony Books 2000). Daniel Goleman is CEO of Emotional Intelligence Services in Sudbury, Massachusetts. He is the author of many books, including the worldwide bestseller, Emotional Intelligence (Bantam Books 1998).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tolerância e Diversidade

Por

Bhikkhu Bodhi



Na atualidade, todas as principais religiões do mundo têm que responder a um duplo desafio. De um lado está o desafio da secularização, uma tendência que varreu o mundo, demolindo as cidadelas mais antigas daquilo que é sagrado e convertendo todas as iniciativas do homem em direção ao Além num gesto inútil, comovente mas desprovido de sentido.

De outro lado está o encontro das grandes religiões. À medida que as nações e culturas mais remotas se fundem numa única comunidade global, os representantes da busca pela espiritualidade humana acabaram sendo reunidos num foro de uma intimidade sem precedentes, um encontro tão próximo que não deixa espaço para recuo.

Assim, cada uma das principais religiões enfrenta, à sua vez e ao mesmo tempo, no anfiteatro da opinião pública mundial, todas as demais religiões da terra, bem como o vasto número de pessoas que reagem com desdém, ou com um bocejo indiferente, a todos aqueles que reivindicam possuir a Grande Resposta.

Nesta situação, qualquer religião que queira emergir como algo mais do que uma relíquia da adolescência da humanidade tem que ter a capacidade de lidar, de forma convincente e concreta, com os dois lados do desafio.

De um lado ela tem que conter a crescente onda de secularização, mantendo viva a intuição de que nenhum nível de controle tecnológico sobre a natureza, nemhum grau de habilidade em satisfazer as necessidades mundanas da humanidade poderá trazer paz para o espírito humano ou poderá saciar a sede por uma verdade e valores que transcendam as fronteiras da contingência.

Por outro lado, cada religião tem que encontrar alguma forma de desembaraçar as afirmações conflituosas que todas religiões fazem, de entender o nosso lugar no esquema mais amplo das coisas e de possuir a chave para a nossa salvação.

Enquanto permanece firme nos seus princípios mais fundamentais, uma religião tem que ser capaz de tratar as diferenças significativas entre a sua própria doutrina e aquela dos outros credos, de uma forma tal que seja ao mesmo tempo, honesta e no entanto humilde, perspicaz mas sem se impor.

Neste breve ensaio eu gostaria de delinear uma resposta adequada Budista para o segundo desafio. Visto que o Budismo sempre declarou oferecer um "caminho do meio" para a solução dos dilemas intelectuais e éticos da vida espiritual, podemos descobrir que a chave para a nossa problemática atual também se encontra em descobrir a resposta que melhor exemplifique o caminho do meio.

Como tem sido observado com freqüência, o caminho do meio não é um compromisso entre os extremos mas um caminho que se eleva acima deles, evitando as armadilhas às quais cada um deles conduz. Portanto, ao buscar a abordagem Budista adequada ao problema da diversidade de credos, podemos começar apontando os extremos que o caminho do meio deve evitar.

O primeiro extremo é um recuo ao fundamentalismo, a proclamação agressiva daquilo que a pessoa crê combinada com o proselitismo fervoroso para com aqueles que ainda se encontram fora do círculo dos correligionários.

Enquanto que essa reposta ao desafio da diversidade tem assumido proporções alarmantes nas congregações de fiéis das grandes religiões monoteístas, Cristianismo e Islamismo, não é o tipo de resposta em relação à qual o Budismo possua uma afinidade imediata, pois as diretrizes éticas do Dhamma tendem naturalmente a estimular uma atitude de tolerância benevolente em relação a outras religiões e aos seus seguidores.

Embora não possa haver uma garantia contra o surgimento de uma militância ligada ao fundamentalismo dentro das próprias fileiras do Budismo, os ensinamentos do Buda não oferecem nenhuma purificação, nem mesmo a mais remota, para tal desenvolvimento malígno.

Para os Budistas a alternativa mais tentadora é o segundo extremo: Este extremo, que alcança a tolerância ao custo da integridade, pode ser chamado de a tese do espiritualismo universal: a opinião de que todas as grandes religiões no seu núcleo sustentam essencialmente a mesma verdade, apenas vestidas de distintas formas de expressão.

Tal tese não poderia, é claro, ser mantida em relação aos credos formais das principais religiões, que diferem tanto que seria necessário um esforço tenaz de contorção de palavras para lograr um acordo.

Ao invés disso, chega-se à posição universalista por um caminho indireto. Os seus defensores argumentam que precisamos distinguir entre a face externa de uma religião - as suas crenças explícitas e práticas exotéricas - e o seu núcleo interno de realização experimental.

Baseado nesta distinção, eles então insistem que por detrás das significativas diferenças externas entre as grandes religiões, na sua essência – com relação à experiência espiritual da qual elas emergem e o objetivo último ao qual elas conduzem – descobriremos que elas são substancialmente idênticas.

Portanto as principais religiões diferem apenas na medida em que são meios distintos, expedientes diferentes para a mesma experiência libertadora, que pode ser indiscriminadamente designada como "iluminação", ou "redenção", ou "realização divina", já que esses diferentes termos simplesmente designam diferentes aspectos do mesmo objetivo. Como diz o famoso provérbio: os caminhos que conduzem ao topo da montanha são muitos, mas o lugar no topo é um só.

Sob esse ponto de vista, o Dhamma do Buda é somente uma outra variação da "filosofia perene" subjacente a todas as expressões maduras de busca espiritual do homem. O Dhamma pode se destacar por sua elegante simplicidade, claridade e objetividade; mas uma revelação única e exclusiva da verdade ele não contém.

À primeira vista, a adoção de tal idéia parece ser um passo indispensável na direção da tolerância religiosa, e a insistência em que as diferenças doutrinárias não são apenas verbais mas reais e importantes pode dar a impressão de beirar a intolerância.

Dessa forma aqueles que adotam o Budismo como uma reação contra a estreiteza doutrinária das religiões monoteístas podem encontrar nessa idéia - tão suave e amoldável - uma bem vinda trégua à típica insistência dessas religiões de terem acesso privilegiado à verdade.

No entanto, um estudo imparcial dos discursos do Buda mostra de forma muito clara que a tese universalista não conta com o endosso do próprio Abençoado.

Ao contrário, o Buda repetidamente proclama que o caminho para o objetivo supremo da vida santa é conhecido apenas através dos seus próprios ensinamentos e portanto a realização desse objetivo - a completa libertação do sofrimento - somente pode ser alcançada através da sua própria revelação.

A mais conhecida instância desta afirmação foi na véspera do seu Parinibbana: que somente no seu ensinamento são encontrados os quatro tipos de pessoas iluminadas e que as outras seitas são desprovidas de verdadeiros ascetas, aqueles que alcançaram os planos de libertação.

A restrição do Buda de que a emancipação final apenas faça parte da sua revelação não resulta de um dogmatismo estreito ou da falta de boa vontade, mas está apoiada sobre uma determinação absolutamente precisa da natureza do objetivo final e do método que precisa ser implementado para alcançá-lo.

Esse objetivo não é nem a vida eterna num paraíso, nem a concepção nebulosa de um estado de iluminação espiritual, mas o elemento de Nibbana, a libertação sem deixar nenhum resíduo do ciclo de repetidos nascimentos e mortes. Esse objetivo é realizado com a completa destruição das impurezas mentais - desejo, raiva e delusão - até o seu nível mais sutil de latência.

A erradicação das impurezas somente pode ser alcançada através do insight da verdadeira natureza dos fenômenos, o que significa que alcançar Nibbana depende do insight, através da experiência direta, de todos os fenômenos condicionados, internos e externos, marcados com as "três características da existência": impermanentes, insatisfatórios e não-eu.

O que o Buda sustenta, como fundamento para a sua declaração de que os seus ensinamentos oferecem a única maneira de obter a libertação final do sofrimento, é que o conhecimento da verdadeira natureza dos fenômenos, com toda exatidão e integridade, só pode ser alcançado através dos seus ensinamentos.

Assim é porque, em teoria, os princípios que definem esse conhecimento são exclusivos dos seus ensinamentos e contraditórios em aspectos vitais em relação às doutrinas básicas de outras crenças; e porque na prática, somente os seus ensinamentos revelam, na sua perfeição e pureza, o método para gerar esse entendimento libertador como um elemento da experiência pessoal imediata. Esse método é o Nobre Caminho Óctuplo que, como um método de treinamento espiritual integrado, não pode ser encontrado fora da revelação de um Iluminado.

Surpreendentemente, essa postura exclusivista do Budismo em relação à possibilidade de obter a emancipação final nunca engendrou uma política de intolerância por parte dos Budistas em relação aos devotos de outras religiões.

Ao contrário, durante a sua longa história, o Budismo tem demonstrado profunda tolerância e uma cordial boa vontade em relação às muitas religiões com as quais esteve em contato. Essa tolerância tem sido mantida simultaneamente com a profunda convicção de que a doutrina do Buda oferece o único e insuperável caminho para a libertação dos problemas inerentes da existência condicionada.

Para o Budismo, a tolerância religiosa não é alcançada reduzindo todas as religiões a um denominador comum, nem explicando as formidáveis diferenças nas idéias e práticas como acidentes do desenvolvimento histórico.

Do ponto de vista Budista, fazer com que a tolerância seja contingente para encobrir discrepâncias não seria um exercício de verdadeira tolerância; pois tal abordagem só "tolera" diferenças através da diluição delas, de forma tão completa que já não fazem qualquer diferença.

A verdadeira tolerância religiosa envolve a capacidade de admitir diferenças reais e fundamentais, mesmo que profundas e irreconciliáveis, e apesar disso, respeitar os direitos daqueles que seguem uma religião diferente da sua própria (ou nenhuma religião) e continuar a agir assim sem ressentimento, desvantagens ou restrições.

A tolerância Budista brota do reconhecimento de que o caráter e as necessidades espirituais dos seres humanos são demasiadamente diversos para serem abrangidos por uma doutrina em particular, e que portanto essas necessidades irão naturalmente encontrar uma forma de expressão em uma ampla variedade de formas religiosas.

Os sistemas não Budistas não serão capazes de conduzir os seus devotos ao objetivo final do Dhamma do Buda, mas isto, de todos modos nunca foi a proposta original delas. Para o Budismo, a aceitação da idéia de um ciclo de renascimentos, sem um princípio definido, significa que seria completamente irreal esperar que mais que um pequeno número de pessoas fossem atraídas para um caminho espiritual direcionado para a completa libertação.

A maioria esmagadora, mesmo aqueles que buscam a emancipação das desgraças mundanas, terá como objetivo assegurar um meio de existência favorável dentro do ciclo, ao mesmo tempo que confundem isso com o objetivo último da busca religiosa.

Na medida em que uma religião proponha princípios éticos sólidos e possa promover o desenvolvimento de qualidades benéficas tais como o amor, a generosidade, o desapego e a compaixão, ela irá merecer nesses aspectos a aprovação dos Budistas.

Esses princípios defendidos por outros sistemas religiosos também conduzem ao renascimento nos reinos de bem aventurança - os paraísos celestiais e as moradas divinas. O Budismo não reivindica de nenhuma forma deter acesso único a esses reinos, mas sustenta que os caminhos que conduzem a eles foram articulados, com distintos graus de clareza, em muitas das grandes tradições espirituais da humanidade.

Ao mesmo tempo que o Budista irá discordar da estrutura de crenças de outras religiões, na medida em que elas se desviem do Dhamma do Buda, ele as respeitará na medida em que elas imponham virtudes e padrões de conduta que promovam o desenvolvimento espiritual e a integração harmoniosa dos seres humanos entre si e com o mundo.





Revisado: 16 Abril 2005

Copyright © 2000 - 2010, Acesso ao Insight - Michael Beisert: editor, Flávio Maia: designer.
Um Verbo para Nibbana

Por

Ajaan Thanissaro



Na época do Buda, nirvana (nibbana em Pali) tinha o seu próprio verbo: nibbuti. Que significava “extinguir” como uma chama. Porque se pensava que o fogo estava num estado de aprisionamento enquanto ardia – apegado e aprisionado ao combustível do qual se alimentava – a sua extinção então era vista como o desapego ou desatamento.

Extinguir era o mesmo que tornar-se desatado. Algumas vezes um outro verbo era usado – parinibbuti – “pari” significando total ou completo, para indicar que a pessoa desatada, ao contrário do fogo desatado, nunca mais seria aprisionada.

Agora que nirvana foi incorporado ao nosso vocabulário, seria bom se tivesse o seu próprio verbo para também transmitir a noção de “estar desatado.” Em geral dizemos que uma pessoa “alcança” nirvana ou “entra em” nirvana, sugerindo que nirvana seria um lugar para onde podemos ir. Mas, sem dúvida nenhuma, nirvana não é um lugar. Nirvana só é realizado quando a mente pára de se definir em relação a um lugar: aqui ou ali, ou entre os dois.

Isto pode parecer um problema de um neologista – que benefício um ou dois verbos traria para a nossa prática? Mas a idéia de que nirvana é um lugar já criou muita confusão no passado e pode facilmente criar mal-entendidos agora.

Houve uma época em que alguns filósofos na Índia argumentaram que se nirvana é um lugar e samsara outro, então ao entrar em nirvana você ficaria preso: o seu âmbito de movimentação seria limitado, pois você não poderia retornar para o samsara.

Então, para solucionar esse problema eles inventaram aquilo que pensavam ser um novo tipo de nirvana: um nirvana não estabelecido, no qual uma pessoa poderia estar em ambos os lugares - nirvana e samsara - ao mesmo tempo .

No entanto, esses filósofos não entenderam dois pontos importantes acerca dos ensinamentos do Buda. Primeiro, nem samsara e nem nirvana são um lugar. Samsara é um processo de criação de lugares e até mesmo de mundos completos, (isso é chamado de ser/existir ou devir) e depois perambular neles, (isso é chamado nascimento). Nirvana é o fim desse processo.

Podemos encontrar uma forma de estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas não podemos alimentar um processo e vivenciar o seu fim ao mesmo tempo. Ou estamos alimentando samsara ou não. Se sentirmos a necessidade de trafegar livremente em ambos, samsara e nirvana, então estaremos simplesmente engajados em mais samsar-ização, mantendo-nos aprisionados.

Segundo, desde os primórdios, nirvana era realizado através da consciência não estabelecida - aquela que não vem, não vai, tampouco permanece no mesmo lugar. Não é possível que algo não estabelecido fique de algum modo preso a qualquer coisa, pois essa consciência não só é não localizada como também indefinida.

A noção de um ideal religioso que esteja além do espaço e das definições não é exclusiva aos ensinamentos Budistas, mas as questões de localização e definição, aos olhos do Buda, tinham um significado psicológico específico. E é por isso que é importante entender a não localização de nirvana.

Como todos os fenômenos estão enraizados no desejo, a consciência se localiza através da cobiça. A cobiça é o que cria o “ali” onde a consciência pode pousar ou se estabelecer, quer esse “ali” seja uma forma, sensação, percepção, formação mental ou algum tipo de consciência mesmo.

Uma vez que a consciência se estabeleça em qualquer um desses agregados, ela se apega e depois prolifera, alimentando-se de tudo ao seu redor e criando todo o tipo de confusão. Onde quer que o apego se estabeleça, ali haverá a definição de um ser. Nesse ponto é criada a identidade, e ao fazer isso uma limitação é estabelecida.

Mesmo se o “ali” for uma noção da consciência infinita se estabelecendo, envolvendo ou permeando todo o restante, ainda assim há limitação, pois o “estabelecer”, e assim por diante, são aspectos de lugar. Onde quer que haja espaço, não importando o quão sutil, a cobiça encontra-se latente, buscando mais alimento para comer.

No entanto, se a cobiça puder ser removida, não haverá mais “ali”. Um sutta ilustra isso com um símile: um raio de sol entrando pela janela do lado leste de uma casa e pousando na parede do lado oeste. Se a parede do lado oeste, o solo e os lençóis freáticos contidos no solo fossem todos removidos, o raio de sol não teria onde pousar.

Do mesmo modo, se a cobiça pela forma, etc., pudesse ser removida, a consciência não teria “onde” pousar e assim se tornaria não estabelecida. Isso não significa que a consciência seria aniquilada, mas que, como com o raio de sol, ela simplesmente não teria localidade. Sem localidade, ela não mais seria definida.

É por isso que se diz que a consciência de nirvana é “sem superfície”, (anidassanam), pois ela não pousa. Como o agregado da consciência abrange apenas a consciência que é próxima ou distante, passada, presente ou futura, isto é, em conexão com o tempo e espaço, a consciência sem superfície não está incluída nos agregados.

Ela não é eterna porque a eternidade é uma função do tempo. E como sem localidade também significa indefinida, o Buda insistiu em que uma pessoa iluminada, ao contrário de uma pessoa comum, não pode ser localizada ou definida de nenhum modo em relação aos agregados nesta vida; após a morte, ele/ela não pode ser descrito como existindo, não existindo, nenhum dos dois, ou ambos, porque as descrições só se aplicam a coisas que podem ser definidas.

O passo essencial na direção dessa realização sem localidade e indefinida é reduzir as proliferações da consciência. Em primeiro lugar, contemplar as desvantagens de manter a consciência aprisionada ao processo de comilança.

Essa contemplação gera a urgência para os passos seguintes: trazer a mente para a unicidade da concentração, refinando-a gradualmente e aí decliná-la até zero. As desvantagens da comilança são descritas de modo mais claro no SN XII.63, A Carne de um Filho.

O processo da refinação gradual da unicidade está provavelmente melhor descrito no MN 121, O Pequeno Discurso sobre o Vazio, enquanto que o declínio até zero está melhor descrito no discurso para Malunkyaputta : “Aqui, Malunkyaputta, com relação às coisas vistas, ouvidas, sentidas e conscientizadas por você: no visto haverá apenas o visto; no ouvido haverá apenas o ouvido; no sentido haverá apenas o sentido; no conscientizado haverá apenas o conscientizado.

Quando, Malunkyaputta, com relação às coisas vistas, ouvidas, sentidas e conscientizadas por você, no visto houver apenas o visto, no ouvido houver apenas o ouvido, no sentido houver apenas o sentido, no conscientizado houver apenas o conscientizado, então, Malunkyaputta, você não estará ‘com aquilo.’

Quando, Malunkyaputta, você não estiver ‘com aquilo,’ então você não estará ‘naquilo.’ Quando, Malunkyaputta, você não estiver ‘naquilo,’ então você não estará aqui, nem além e tampouco entre os dois. Isso em si mesmo é o fim do sofrimento.”

Quando não há aqui ou além, ou entre os dois, é óbvio que não podemos empregar, ainda que como uma metáfora, o verbo “entrar” ou “alcançar” para descrever essa realização. Talvez devêssemos fazer da própria palavra nirvana um verbo: “Quando não há você em conexão com aqueles, você nirvana.” Assim, podemos indicar que o desatamento é uma ação distinta de todas as demais e evitar qualquer noção equivocada de ficar “preso” na completa libertação.





Leituras Complementares

“Todos os seres dependem de alimento.” [Khp 4]


Sentado a um lado o Venerável Radha disse para o Abençoado: “Venerável senhor, dizem,‘um ser, um ser.’ De que modo, venerável senhor, alguém é chamado um ser?”

“Alguém está grudado, Radha, grudado com firmeza, ao desejo, cobiça, deleite e paixão pela forma; assim alguém é chamado um ser. Alguém está grudado, grudado com firmeza, ao desejo, cobiça, deleite e paixão pela sensação ... pela percepção ... pelas formações ... pela consciência, assim alguém é chamado um ser. [SN XXIII.2]

“Se alguém permanecer obcecado com a forma, senhor, é com base nisso que ele será medido. Se alguém é medido com base em algo, então, com base nisso ele será avaliado.

“Se alguém permanecer obcecado com a sensação...

“Se alguém permanecer obcecado com a percepção...

“Se alguém permanecer obcecado com as formações...

“Se alguém permanecer obcecado com a consciência, senhor, é com base nisso que ele será medido. Se alguém é medido com base em algo, então, com base nisso ele será avaliado.

“Mas, se alguém não permanecer obcecado com a forma, senhor, ele não será medido com base nisso. Não sendo medido com base em algo, então, ele não será avaliado com base nisso.

“Se alguém não permanecer obcecado com a sensação...

“Se alguém não permanecer obcecado com a percepção...

“Se alguém não permanecer obcecado com as formações...

“Se alguém não permanecer obcecado com a consciência, senhor, ele não será medido com base nisso. Não sendo medido com base em algo, então ele não será avaliado com base nisso. [SN XXII.36]

“Quem está apegado não está libertado; quem não está apegado está libertado. A consciência, bhikkhus, enquanto se mantém, poderá ser mantida apegada à forma, suportada pela forma, fundamentada na forma e com um pouco de prazer, ela poderá exibir crescimento, incremento e expansão.

Ou a consciência, enquanto se mantém poderá ser mantida [apegada à sensação ... apegada à percepção] apegada às formações, suportada pelas formações, fundamentada nas formações e com um pouco de prazer, ela poderá exibir crescimento, incremento e expansão.

“Bhikkhus, embora alguém possa dizer: ‘Separado da forma, separado da sensação, separado da percepção, separado das formações, eu declararei a vinda e ida da consciência, o seu falecimento e renascimento, o seu crescimento, incremento e expansão’ – isso seria impossível.

“Bhikkhus, se um bhikkhu abandona a cobiça pelo elemento forma...

“Bhikkhus, se um bhikkhu abandona a cobiça pelo elemento sensação...

“Bhikkhus, se um bhikkhu abandona a cobiça pelo elemento percepção...

“Bhikkhus, se um bhikkhu abandona a cobiça pelo elemento formações...

“Bhikkhus, se um bhikkhu abandona a cobiça pelo elemento consciência, então devido ao abandono da cobiça o suporte é eliminado e não existe base para o estabelecimento da consciência.

“Quando esta consciência não se estabelece, não cresce, não gera, ela se liberta. Estando libertada, ela fica estável; estando estável, ela fica satisfeita; estando satisfeita, ela não se agita. Sem agitação, ele realiza Nibbana. Ele compreende que ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.’”

“Bhikkhus, aquilo que alguém intenciona, aquilo que alguém planeja e pela qual alguém tenha preferência: isto se torna uma base para a manutenção da consciência.

Quando há uma base, haverá um suporte para o estabelecimento da consciência. Quando a consciência se estabelece e cresce, há a produção de uma renovada existência futura. Quando há a produção de uma renovada existência futura, o futuro nascimento e morte, lamentação, dor, angústia e desespero surgem. Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento.

“Se, bhikkhus, alguém não intenciona, alguém não planeja, mas ainda tem preferência por algo, isto se torna uma base para a manutenção da consciência. Quando há uma base, haverá um suporte para o estabelecimento da consciência ... Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento.

“Mas, bhikkhus, quando alguém não intenciona, alguém não planeja e não não tem preferência por algo, nenhuma base existe para a manutenção da consciência. Quando não há uma base, não haverá suporte para o estabelecimento da consciência. Quando a consciência não se estabelece e não cresce, não há a produção de uma renovada existência futura. Quando não há a produção de uma renovada existência futura, o futuro nascimento e morte, lamentação, dor, angústia e desespero cessam. Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.

"Existem esses quatro tipos de alimentos para a manutenção dos seres que já nasceram e para o sustento daqueles que estão em busca de um nascimento. Quais quatro? O alimento comida, grosseira ou sutil, o contato como o segundo, a volição mental como o terceiro e a consciência como o quarto. Esses são os quatro tipos de alimentos para a manutenção dos seres que já nasceram e para o sustento daqueles que estão buscando o nascimento.

“Quando existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento comida, a consciência ali se estabelece e expande. Quando a consciência se estabelece e expande, a mentalidade-materialidade é acendida. Quando a mentalidade-materialidade é acendida, ocorre o crescimento das formações. Quando ocorre o crescimento das formações, ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, há um futuro nascimento, envelhecimento e morte, juntamente, eu lhes digo, com tristeza, angústia e desespero.

“Quando existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento contato...

“Quando existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento volição mental...

“Quando existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento consciência, a consciência ali se estabelece e expande. Quando a consciência se estabelece e expande, a mentalidade-materialidade é acendida. Quando a mentalidade-materialidade é acendida, ocorre o crescimento das formações. Quando ocorre o crescimento das formações, ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, há um futuro nascimento, envelhecimento e morte, juntamente, eu lhes digo, com tristeza, angústia e desespero.

“Como quando existe pigmento, laca, corante auricolor, índigo, carmesim – um pintor pintaria o retrato de uma mulher ou de um homem, completo em todas as suas partes, em um painel ou parede bem polida, ou num pedaço de tela; da mesma forma, quando existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento comida ... contato ... volição mental ... consciência, a consciência ali se estabelece e expande.

Quando a consciência se estabelece e expande, a mentalidade-materialidade é acendida. Quando a mentalidade-materialidade é acendida, ocorre o crescimento das formações volitivas. Quando ocorre o crescimento das formações volitivas, ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, há um futuro nascimento, envelhecimento e morte, juntamente, eu lhes digo, com tristeza, angústia e desespero.

“Quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento comida, então a consciência ali não se estabelece ou expande. Quando a consciência não se estabelece ou expande, a mentalidade-materialidade não é acendida. Quando a mentalidade-materialidade não é acendida, não ocorre o crescimento das formações. Quando não ocorre o crescimento das formações, não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro. Quando não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, não há um futuro nascimento, envelhecimento e morte. Assim, eu lhes digo, não há tristeza, angústia e desespero.

“Quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento contato...

“Quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento volição mental...

“Quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento consciência, então a consciência ali não se estabelece ou expande. Quando a consciência não se estabelece ou expande, a mentalidade-materialidade não é acendida. Quando a mentalidade-materialidade não é acendida, não ocorre o crescimento das formações volitivas. Quando não ocorre o crescimento das formações volitivas, não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro. Quando não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, não há um futuro nascimento, envelhecimento e morte. Assim, eu lhes digo, não há tristeza, angústia e desespero.

“Como se houvesse uma casa coberta por um telhado, ou um salão coberto por um telhado com janelas na face norte, sul ou no leste. Quando o sol nascesse e um raio entrasse pela janela onde ele pousaria?”

“Na parede do lado oeste, senhor.”

“E se não houvesse uma parede do lado oeste, onde pousaria?”

“No solo, senhor.”

“E se não houvesse solo, onde pousaria?”

“Na água, senhor.”

“E se não houvesse água, onde pousaria?”

“Não pousaria, senhor.”

“Da mesma forma, quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo alimento comida ... contato ... volição mental ... consciência, então a consciência ali não se estabelece ou expande. Quando a consciência não se estabelece ou expande, a mentalidade-materialidade não é acendida. Quando a mentalidade-materialidade não é acendida, não ocorre o crescimento das formações. Quando não ocorre o crescimento das formações, não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro. Quando não ocorre a produção de um renovado ser/existir no futuro, não há um futuro nascimento, envelhecimento e morte. Assim, eu lhes digo, não há tristeza, angústia e desespero.

“Ele não forma nenhuma condição ou gera vontade com o propósito de ser/existir ou não ser/existir. Já que ele não forma nenhuma condição ou gera vontade com o propósito de ser/existir ou não ser/existir, ele não se apega a nada neste mundo. Não se apegando, ele não fica agitado. Sem estar agitado, ele realiza Nibbana. Ele compreende que ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.'

"Se ele sente uma sensação de prazer, ele compreende: ‘É impermanente; não há que agarrá-la; não existe prazer nela’. Se ele sente uma sensação de dor, ele compreende: ‘É impermanente; não há que agarrá-la; não existe prazer nela’. Se ele sente uma sensação nem de prazer nem de dor, ele compreende: ‘É impermanente; não há que agarrá-la; não existe prazer nela’.


“Irmãs, suponham que um hábil açougueiro ou o seu aprendiz matasse uma vaca e a descarnasse com uma faca afiada de açougueiro. Sem danificar a massa interna de carne e sem danificar o couro externo, ele cortaria, separaria e trincharia os tendões internos, nervos e ligamentos com a faca afiada de açougueiro.

Então, depois de cortar, separar e trinchar tudo isso, ele removeria o couro externo e cobriria novamente a vaca com aquele mesmo couro. Ele falaria corretamente se dissesse: ‘Esta vaca está unida a este couro da mesma forma que antes’?

“Não, venerável senhor. Por que isso? Porque se aquele hábil açougueiro ou o seu aprendiz matasse uma vaca ... e cortasse, separasse e trinchasse tudo aquilo, muito embora ele cubra a vaca novamente com aquele mesmo couro e diga: ‘Esta vaca está unida a este couro da mesma forma que antes,’ aquela vaca está desunida daquele couro.”

“Irmãs, eu citei este símile para transmitir uma idéia. A idéia é a seguinte: ‘A massa interna de carne’ é um termo para as seis bases internas. ‘O couro externo’ é um termo para as seis bases externas. ‘Os tendões internos, nervos e ligamentos’ é um termo para o prazer e a cobiça. ‘A faca afiada do açougueiro’ é um termo para a nobre sabedoria – a nobre sabedoria que corta, separa e trincha as contaminações internas, os grilhões e laços.



Agora, naquela ocasião uma nuvem de fumaça, um redemoinho de trevas, estava se movendo para o leste, depois para o oeste, para o norte, para o sul, para cima, para baixo e para os quadrantes intermediários. Então, o Abençoado se dirigiu aos bhikkhus: “Vocês vêm, bhikkhus, aquela nuvem de fumaça, um redemoinho de trevas, movendo-se para o leste, depois para o oeste, para o norte, para o sul, para cima, para baixo e para os quadrantes intermediários?"

“Sim, venerável senhor.”

“Aquilo, bhikkhus, é Mara, o Senhor do Mal, procurando pela consciência de Godhika, perguntando a si mesmo: ‘Onde agora se estabeleceu a consciência de Godhika? No entanto, bhikkhus, com a consciência não estabelecida, Godhika realizou o parinibbana.”



Upasiva:
Aquele que chegou ao fim: ele é aniquilado, ou permanece eternamente intacto? Por favor, sábio, explique isso para mim pois esse fenômeno é do seu conhecimento.

O Buda:
Não há nada através do qual se possa medir aquele que chegou ao fim. Aquilo através do qual alguém poderia defini-lo - não se aplica no caso dele. Quando todos os fenômenos são eliminados, todos os meios de definição também são eliminados. [Snp V.6]



“O que você pensa, Anuradha, a forma é permanente ou impermanente?

“Impermanente, senhor.

"E aquilo que é impermanente é sofrimento ou felicidade?

“Sofrimento, senhor.

“E é adequado considerar o que é impermanente, sofrimento, sujeito a mudanças como: ‘Isso é meu. Isso sou eu. Isso é o meu eu’?

“Não, senhor.

“...A sensação é permanente ou impermanente?

“Impermanente, senhor.

“...A percepção é permanente ou impermanente?

“Impermanente, senhor.

“...As formações são permanentes ou impermanentes?

“Impermanentes, senhor.

“O que você pensa, Anuradha, a consciência é permanente ou impermanente?

“Impermanente, senhor.

“E aquilo que é impermanente é sofrimento ou felicidade?

“Sofrimento, senhor.

“E é adequado considerar o que é impermanente, sofrimento, sujeito a mudanças como: 'Isso é meu. Isso sou eu. Isso é o meu eu’?

“Não, senhor.

“O que você pensa, você considera a forma como sendo o Tathagata?

“Não, senhor.

“Você considera a sensação como sendo o Tathagata

“Não, senhor.

“Você considera a percepção como sendo o Tathagata

“Não, senhor.

“Você considera as formações como sendo o Tathagata

“Não, senhor.

“Você considera a consciência como sendo o Tathagata

“Não, senhor.

“O que você pensa, você considera que o Tathagata está na forma? ... Separado da forma? ... Na sensação? ... Separado da sensação? ... Na percepção? ... Separado da percepção? ... Nas formações? ... Separado das formações? ... Na consciência? ... Separado da consciência?"

“Não, senhor.

“O que você pensa, você considera que o Tathagata é o conjunto da forma-sensação-percepção-formações-consciência?

“Não, senhor.

“Você considera que o Tathagata não tem forma, não tem sensação, não tem percepção, não tem formações, não tem consciência?

“Não, senhor.

“Mas, Anuradha, quando você não consegue entender o Tathagata como real e presente nesta mesma vida, é apropriado que você declare, ‘Amigos, o Tathagata – o homem supremo, o homem superlativo, que realizou a realização superlativa – ao ser descrito, é descrito de uma maneira distinta dessas quatro: o Tathagata existe após a morte; não existe após a morte; ambos, existe e não existe após a morte; nem existe, nem não existe após a morte.’?”

“Não, senhor.”

“Muito bem, Anuradha. Tanto antes, como agora, eu declaro somente o sofrimento e a cessação do sofrimento.” [SN XXII.86]



“Quando a mente de um bhikkhu está libertada dessa forma, Mestre Gotama, onde ele renasce [após a morte]?”

“O termo ‘renasce’ não se aplica, Vaccha.”

“Então ele não renasce, Mestre Gotama?”

“ O termo ‘não renasce’ não se aplica, Vaccha.”

“ Então, ambos, ele renasce e não renasce, Mestre Gotama?”

“O termo ‘ambos, renasce e não renasce’ não se aplica, Vaccha.”

“Então ele nem renasce nem não renasce, Mestre Gotama?”

“O termo ‘nem renasce nem não renasce’ não se aplica, Vaccha.”

“Quando o Mestre Gotama é perguntado essas quatro questões; ele responde: ‘O termo “renasce” não se aplica, Vaccha; o termo “não renasce não se aplica, Vaccha; o termo “ambos, renasce e não renasce” não se aplica, Vaccha; o termo “nem renasce nem não renasce” não se aplica, Vaccha.’ Agora fiquei atordoado, Mestre Gotama, agora fiquei confuso, e o tanto de confiança, que eu havia obtido através da conversa anterior com o Mestre Gotama, agora desapareceu.”

“É normal que isso o deixe atordoado, Vaccha, normal que isso o deixe confuso. Pois este Dhamma, Vaccha, é profundo, difícil de ser visto e difícil de ser compreendido, pacífico e sublime, não pode ser alcançado através do mero raciocínio, sutil, para ser experimentado pelos sábios. É difícil que você o entenda possuindo uma outra idéia, aceitando um outro ensinamento, aprovando um outro ensinamento, dedicando-se a um outro treinamento e seguindo um outro mestre. Portanto, em retribuição, eu o questionarei acerca disso, Vaccha. Responda como quiser.

“O que você pensa, Vaccha? Suponha que um fogo estivesse queimando à sua frente. Você saberia que: ‘Este fogo está queimando na minha frente’?”

“Eu saberia, Mestre Gotama.”

“Se alguém lhe perguntasse, Vaccha: ‘Esse fogo à sua frente queima na dependência do que?’ – tendo sido assim perguntado, o que você responderia?”

“Sendo assim perguntado, Mestre Gotama, eu responderia: ‘Este fogo na minha frente queima na dependência de capim e gravetos.”

“Se esse fogo à sua frente se extinguisse, você saberia que: ‘Este fogo na minha frente se extinguiu’?”

“Eu saberia, Mestre Gotama.”

“Se alguém lhe perguntasse, Vaccha: ‘Quando esse fogo à sua frente foi extinto, para qual direção ele se foi: para o leste, para o oeste, para o norte, ou para o sul?’ – tendo sido perguntado dessa forma, o que você responderia?’

“Isso não se aplica, Mestre Gotama. O fogo queimou na dependência do seu combustível, capim e gravetos. Quando ele foi consumido, se não há mais combustível, não tendo combustível, ele é extinto.”

“Assim também, Vaccha, o Tathagata abandonou aquela forma material pela qual alguém, descrevendo o Tathagata, o descreveria; ele cortou-a pela raiz, fez como com um tronco de palmeira, eliminando-a de tal forma que não estará mais sujeita a um futuro surgimento.

O Tathagata está libertado de pensar em termos da forma material, Vaccha, ele é profundo, imensurável, difícil de ver e difícil de compreender em profundidade tal como o oceano. O termo ‘renasce’ não se aplica, o termo ‘não renasce’ não se aplica, o termo ‘ambos, renasce nem não renasce’ não se aplica, o termo ‘nem renasce, nem não renasce’ não se aplica.

O Tathagata abandonou aquela sensação pela qual alguém, descrevendo o Tathagata, o descreveria ... abandonou aquela percepção pela qual alguém, descrevendo o Tathagata, o descreveria ... abandonou aquelas formações pela qual alguém, descrevendo o Tathagata, o descreveria ... abandonou aquela consciência pela qual alguém, descrevendo o Tathagata o descreveria; ele cortou-a pela raiz, fez como com um tronco de palmeira, eliminando-a de tal forma que não estará mais sujeita a um futuro surgimento.

O Tathagata está liberto de pensar em termos da consciência, Vaccha; ele é profundo, imensurável, difícil de ser examinado em profundidade, tal como o oceano. O termo ‘renasce’ não se aplica, o termo ‘não renasce’ não se aplica, o termo ‘ambos, renasce nem não renasce’ não se aplica, o termo ‘nem renasce, nem não renasce’ não se aplica.” [MN 72]



“’A consciência desprovida de atributos,
Ilimitada,
E toda luminosa:
que não participa da solidez da terra, que não participa da liquidez da água ... que não participa da totalidade do todo.’


“Na consciência desprovida de atributos, ilimitada e toda luminosa.
Nisso a terra, água, fogo e ar,
Grande e pequeno, fino e grosseiro, puro e impuro – não encontram apoio.
Nisso a mentalidade-materialidade cessa sem deixar vestígios.
Com a cessação [do agregado] da consciência, tudo isso cessa.”

domingo, 10 de abril de 2011

About Mindfulness

What is 'mindfulness' and how can it help?
Mindfulness is often defined as 'paying attention on purpose moment by moment without judging, ( Full Catastrophe Living, -Jon Kabat-Zinn).

This means developing the ability to pay deliberate attention to our experience from moment to moment. We learn to tune in to what is going on in our mind and body day to day without judging our experience.

Becoming more aware of our thoughts, feelings and sensations may not sound like an obviously helpful thing to do, however learning to do this in a way that suspends judgement and self criticism can have surprising results. Many people report finding inner strengths and resources that help them make wiser decisions about their health and life in general.

Most of us find ourselves frequently ‘swept away’ by the current of thoughts and feelings, worries, pressures, responsibilities; wanting things to be different from how they are right now. This can be particularly powerful when we are faced with pain, difficulties and illness that confound our attempts to find a solution or to feel better.

Feeling stuck in this way can be draining. Mindfulness can help us to work directly with the struggle we sometimes have in relating to lifes experience and in doing so can really improve the quality of our life.

What are mindfulness-based approaches?
Mindfulness-based approaches are intended to teach people practical skills that can help with physical and psychological health problems and ongoing life challenges.

Mindfulness-based approaches are an integration of ancient Buddhist practices and philosophy of mindfulness, with current psychological understanding and knowledge, they are taught in an entirely secular way, and have no religious context at all.

Mindfulness-based approaches are intended to help in pragmatic, practical ways, the approaches facilitate us in realising and accessing our existing inner understanding.

Mindfulness is taught through meditation skills which include bringing attention to the breath and the body during stillness and movement.

The two main approaches that have been developed in recent years are Mindfulness-Based Stress Reduction (MBSR) and Mindfulness Based Cognitive Therapy (MBCT) both of which are taught over eight 2 hr. or 2.5 hr. sessions.

Mindfulness-Based Stress Reduction (MBSR)

MBSR is a group-based programme developed by Kabat-Zinn and colleagues at the University of Massachusetts Medical Centre, Centre for Mindfulness (CFM) for populations with a wide range of physical and mental health problems. It has been extensively studied since the late 1970’s.

The Center for Mindfulness has been continuously delivering MBSR to patients within a large traditional American hospital for over 25 years. By 1999 over 10,000 patients had completed the programme .

They have extended the teaching of MBSR into prisons, into poor inner-city areas, to medical students, and into corporate settings. MBSR has become a part of a newly recognised field of integrative medicine within behavioural medicine and general health care.

The ancient practice of mindfulness, adapted from its use as a spiritual practice, is rendered into an accessible form relevant to the difficulties faced by patients suffering from a variety of physical and psychological illnesses.

The training is not tailored to any particular diagnosis. The programme thus involves intensive training in mindfulness meditation together with discussion on stress and life skills.

The evidence base on MBSR shows significant positive effect sizes with participants with chronic pain, fibromyalgia, multiple sclerosis, generalised anxiety disorder and panic, psoriasis, cancer and health care provider self care.

Mindfulness-based Cognitive Therapy (MBCT)

MBCT is an integration of MBSR with Cognitive Behavioural Therapy (CBT). It was developed and initially researched through a three site randomised control trial. It was developed to help people suffering from depression. It has been shown to help recovered recurrently depressed participants, through teaching them skills to disengage from habitual ‘automatic’ unhelpful cognitive patterns.

The pattern of mind which makes people vulnerable to depressive relapse is rumination, in which the mind repetitively re-runs negative thoughts. The core skill that MBCT is teaching is to intentionally ‘shift mental gears’.

MBCT differs from conventional CBT as it does not place emphasis on changing belief in the content of thought. The focus in MBCT is on a systematic training to be more aware, moment by moment of physical sensations and of thoughts and feelings as mental events.

This facilitates a ‘decentred’ relationship to thoughts and feelings from which we can see them as aspects of experience which move through our awareness and which are not necessarily reality in any given moment.

The evidence base on MBCT shows that it can halve the relapse rate in recovered patients with three or more episodes of depression. It is effective in preventing ‘autonomous’ relapses but not those provoked by stressful events.

Other targeted versions of MBCT have now been developed. e.g. MBCT for chronic fatigue syndrome and for oncology patients.

The key differences between MBSR and MBCT

Although the two programmes are broadly similar, and are often used flexibly the key ways in which MBCT differs from MBSR are as follows:

MBCT tends to target specific conditions or vulnerabilities where as MBSR has a more generic application and is applied to stress arising from a variety of life events including physical or mental illness.

Both MBSR and MBCT promote psychological insights about our experiences and difficulties and aim to develop skills to deal with these differently. MBCT puts a greater emphasis on working with and understanding the psychological and cognitive aspects of our experience.

Both MBSR and MBCT integrate the dynamic, ‘in-the-moment-responding’ aspect of mindfulness with an understanding of the origins and maintenance factors of the unhelpful behaviours or psychopathology being dealt with. MBCT is taught within a cognitive understanding and framework.

Both MBSR and MBCT draw on concepts and and skills from other disciplines, for example, MBSR includes teaching on everyday communication and life style, MBCT includes techniques and exercises from cognitive behavioural therapy (CBT) and includes didactic elements, which give the participants information about a particular difficulty e.g. in the case of depression participants are given information on the universal characteristics of depression to facilitate them in recognising and dealing with their relapse signatures.
Visit the official UK website of Mindfulness Based Cognitive Therapy http://mbct.co.uk/





Copyright © 2001-2011 Centre for Mindfulness Research and Practice, Bangor University


tel: 01248 382939 | email: mindfulness@bangor.ac.uk

sábado, 20 de novembro de 2010

Authentic Expression
Gaining Common Understanding

You hear their words, but are you buying this? Our conversations are most genuine when we begin with well considered thoughts, acknowledge our feelings, are clear and honest about what we want to say and we treat our listeners as respected peers. These are the six essential elements of authentic expression.
Definitions
Honesty.
Straight talk.
Making clear thinking visible.
Earning trust.
Common understanding.
Candor.
Congruence of intent, thought, feeling, and expression.
Related Terms
Candor, connecting, directness, forthrightness, frankness, genuineness, honesty, impartiality, openness, outspokenness, probity, sincerity, straightforwardness, transparency, truthfulness, uprightness, veracity, true talk, whole words, and straight talk, all refer to important aspects of authentic expression.



Attributes:
Authentic expression requires attention to the six elements of: Peer Relationships, Respect, Thinking, Feeling, Clarity, and Veracity. Communications with all of these elements help to increase trust in relationships. Each of these elements are described below in detail:

Peer—Equal Power—A symmetrical relationship. When power is balanced between the communicating parties they treat each other as equals and facts, thoughts, opinions, and information can emerge and be considered and examined undistorted by the deference, emphasis, censorship, obedience, and often resentment or rebellion that characterize power differences. The information can be considered on its own merits without anyone being unduly influenced by the stature or reputation of the speaker or intimidated by any threat of harm or repercussions. Information is complete and representative rather than selective, and inquiry is free flowing rather than suppressed or inhibited. Questions are welcome and fully explored and responded to. Dialogue is the only form of communication where the participants act as authentic peers working together toward a shared understanding. It is distinct from the power based forms of communications such as discussion, debate, distraction, dismissal, delegation, disingenuous, diatribe, and dogma. Censorship is also based on power rather than peer relationships. Focus on the facts, not the power stance.

Peer communication can require patience, especially when there is a substantial difference in the background or experiences of the participants. Imagine a conversation between an opera singer and a physicist. If they are discussing a complex opera topic, the opera singer will have to patiently fill gaps in the physicist's understanding of the topic to be able to communicate accurately. This can be difficult to accomplish without seeming to be condescending, stating the obvious, or overlooking pertinent missing background. However don't confuse differences in experience or background for ignorance, stupidity, stubbornness, or status differences.

Respect—Valuing Humanity—Don't be mean. Demonstrate authentic positive attention as you listen, treat others as fellow human beings, and demonstrate your appreciation. Value the intelligence of the listeners. Refrain from any form of unkind remarks including: insult, revenge, ad hominem attacks, barbs, cruel or mean-spirited remarks, sarcasm, unkind jokes, slurs, digs, distortions, put downs, condescension, non-verbal disparagements, attacks, and innuendo. Interrupt the speaker only when it is essential to improve your understanding and advance the conversation. Refrain from nagging, shouting, condescension, and other annoying behavior. Listen carefully to fully understand their point of view. Ask genuine questions to increase your understanding. Address areas of doubt and skepticism. Work to move yourself toward what they understand. Demonstrate sincere appreciation.

Demonstrating respect provides important balance for the other dimensions of authentic expression. For example, it is true but disrespectful and unhelpful to tell your grandmother she looks old. It is usually unwise and disrespectful to emphasize hurtful, disgusting, or especially private information if it is not needed to advance the conversation. Similarly, even though you may be feeling intense anger, it is often best to moderate your public display of the most powerful emotions, and especially violence. While a peer-level exchange of information is essential to healthy dialogue, people who have achieved especially high stature particularly deserve our respect. Strike a balance that ensures both truth and grace with a constructive purpose. Accomplish the task as you strengthen the relationship.

Manage time to demonstrate respect for the people and the importance of the issues. Brevity respects the valuable time of busy people and is often the best choice when the task is paramount. In other circumstances leisurely conversations may be appreciated as generous contributions of your own valuable time, thought, caring, and consideration. These extended, organic, and engaging conversations are best when the relationship is most important or the topic is particularly interesting, sensitive, or complex. Particularly important and difficult issues may require several well-planned, extended, and intense discussions to adequately explore, understand, and address. In any event, match the time spent to the importance of both the task and the relationship.

Thinking—Original, well-founded, congruent, insightful, relevant, and important ideas—Understand your own thoughts, and intentions. Create important, useful, or entertaining original thoughts, ideas, opinions, and questions based on a well founded theory of knowledge. Deliberate, evaluate, contemplate, and decide consistent with your values, beliefs, and goals, as you continue to refine these guiding foundations. The most valuable thoughts are constructive, clear, principled, relevant, and well though-out reflections of your enduring values, beliefs, goals, and concerns. Clear thinking is based on valid logic and accurate research. Think clearly before speaking.

Clear thinking requires us to confront our own inherent ignorance and uncertainty. No one can master the millions of published books, thousands of world cultures, and the ongoing ideas and accomplishments of billions of people. We can only do our best to learn what is most important, remain curious, depend on reliable sources, stay up-to-date in our chosen fields of interest, and make our way through an uncertain world.

Clear thinking is the difficult and essential prerequisite to clear expression.

Feeling—Recognize and acknowledge your emotions—Notice how you feel and express your feelings authentically, both verbally and non verbally, within constructive and compassionate display rules. Speak from the heart without exaggerating or minimizing your emotions.

Clarity—Making ideas visible—Clear communication, sharing understanding, say what you mean. Carefully choose the most accurate words and images to provide the most complete, understandable, and precise representation of your intent. Enunciate clearly, paying attention to accent, inflection, intonation, and sound quality. Speak fluently with eloquence, coherence, and candor. Carefully organize your presentation and write literately, lucidly, and legibly using correct grammar and punctuation. Fully convey your message.

Veracity—The truth, the whole truth, and nothing but the truth—No doublespeak, half-truths, false messages, omissions, spin, innuendo, distortions, dismissals, misrepresentations, confabulations, wishful thinking, grin fakes, or plausible deniability. Veracity requires accurate, complete, and representative facts combined with valid logic and presented in accurate context. Ensure congruence of your word and your intent. Accurate communications avoid distortions and are realistic rather than optimistic or pessimistic. Veracity requires full understanding, acknowledgement, and acceptance of what is—the world as it really exists, not as we wish it was. This is essential for building trust.

Deficits
Communications often lack one or more of these elements. The omissions may be known and deliberate, or the results of an inevitable oversight. These forms of deficient communications decrease trust in relationships. These incomplete communications fall primarily into one of these six major categories:

Insult lacks respect. Synonyms include: attacks, crude language, offense, disrespect, affront, cheap shot, incivility, mockery, put-down, slander, slight, and snub.

Decrees lack the equality and balance of power that characterizes peer relationships. Examples include dogma, dismissals, delegations, pronouncements, diatribe and other forms of indoctrination and posturing. Main stream media reports are another example of power-based communications because the choice of topic, content, attention, and editing is controlled by a few powerful people and the communication is essentially one-way. The superior posture of condescension is not peer based and causes distortions.

Cryptic communications may be well thought out, but lack clear expression. Synonyms include opaque, incoherent, inchoate, Fed speak, vague, nebulous, muddled, garbled, inaudible, illegible, rambling, obscure, disorganized, indirect, inconsistent, baffling, indecipherable, and hazy.

Blather is talking without thinking. Synonyms include gossip and bullshit. Examples include small talk, vamping, bloviating, obscurity, and impulsive or hot headed comments. Please get to the point, and if you don't have a point, stay silent until you do.

Dry communications lack emotional content. This may also be described as bland or sterile. Examples include most technical writing, legal opinions, reference manuals, and much scholarly writing.

Lies lack veracity. This includes any misrepresentation or distortion of reality. There are many examples including fibs, half-truths, misrepresentations, pandering, fabrications, confabulation, falsification, exaggeration, being out-of-touch, avoidance, invalidation, hoax, prevarication, grin-fake, bogus issues, red-herrings, irrelevancies, feigned ignorance, discounting, denial, dismissal, distractions, fantasy, hidden agendas, and sidestepping important issues.

Several forms of communication lack more than one element. These are described in the following chart where the missing elements are absent from the corresponding rows.

The six elements: Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Obfuscation—intentionally obscuring the message—lacks clarity and veracity. Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Pitching—advocating a single point of view to promote a special interest—lacks veracity, feeling, and respect. Withholding, misrepresenting, or distorting important alternative viewpoints is dishonest. Often insincere emotions such as joy and excitement are displayed, while doubt is dismissed. The style of communication, inherent distortions, and lack of consideration for more important needs of the audience are often disrespectful. Other examples include evangelizing, persuading, selling, advertising, advocating, fear mongering, lobbying, and charming. Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Fawning—appeasing someone because they hold power over you—lacks peer equality, veracity, feeling, and thinking. It is a failure to speak truth to power. Appeasement, yessing, insincere flattery, false praise, kissing up and other failures to speak truth to power are not authentic. They are not peer-based communications because the primary message is submission and obedience rather than accurate and thoughtful feedback on the issue. They lack veracity because they are not accurate expressions of true thoughts and feelings. The feelings expressed are not the emotions actually experienced. The thoughts expressed are dominated by submission, obedience, and fear rather than reflection on the issues. Respect is often lacking because although deference is shown it may not reflect broader and authentic considerations of humanity. Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Condescension—pretending to be a peer while believing you are superior—lacks veracity, feeling, respect, and peer attributes. Pretending is dishonest, it does not reflect what you think or what you feel. It is disrespectful because it does not authentically recognize your common human bonds. It is not an equal, peer-based relationship, because you do believe you are superior rather than equal. Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Vague Language—an ambiguous message—may result from several deficiencies. It may be a lack of clear expression, or a lack of clear thinking, or a deliberate attempt at deception and evasiveness. It could also result from ambivalent feelings, or conflicts between feeling and thinking. It may be some combination of two or more of these deficiencies. Fuzzy thinking, ambiguous words, conflicting information, complex grammar, obfuscation, and incongruence are all examples of vague language. Peer Respect ? ? ? ?
Mystique—creating an aura of mystery—withholds clarity and peer relationships to maintain distance and an enhanced image. The mystic must remain separate to remain special. Once he is revealed as just another one of us, the mystique is gone. Feelings that are not authentic may be projected, diminishing the veracity of the feeling dimension of authentic expression. These pretenses can be disrespectful. Peer Respect Thinking Feeling

Clarity Veracity
Demagoguery—Impassioned appeals to prejudices and emotions—evokes strong emotions to distract from faulty thinking. The feelings are overdone, the thinking is weak, the veracity suffers, and the ruse is disrespectful. Peer Respect Thinking Feeling Clarity Veracity
Scolding—Finding fault, blaming, and declaring what is right—establishes an adult-child relationship rather than a peer relationship. It lacks respect and peer attributes. Peer Respect Thinking
Exercício de Meditação de Insight

Extraído do livro Superando a Ilusão do Eu - Um Guia de Meditação Vipassanā (Bhante
Yogavacara Rahula) – Edições Casa de Dharma 2006

O exercício de meditação seguinte é dirigido àqueles que ainda não estejam praticando nenhuma forma de meditação, que não tenham a orientação de um professor ou àqueles que só querem saber do que se trata. É apenas voltando a atenção ao momento presente da experiência que se desenvolvem gradualmente o insight e o conhecimento direto.

Releia a seção anterior e familiarize-se com os
conhecimentos de insight.

Para o iniciante, é útil encontrar um lugar razoavelmente tranqüilo e confortável para sentar.

Sente-se
com as costas e a cabeça retas, porém relaxadas, não rígidas. Ponha as mãos no colo, de maneira confortável, e feche os olhos suavemente.

Você pode começar com algumas séries de inspirações e expirações lentas e profundas, sentindo o movimento. Pare então de controlar a respiração e deixe que ela volte ao seu ritmo natural.

Abandone o desejo de experimentar qualquer coisa do mundo ou se identificar com ela. Elimine todo pensamento de fatos do passado, presente ou futuro. Abandone toda raiva e animosidade que você possa ter alimentado e que ainda pode o estar envenenando.

Agora, desenvolva e sinta amizade amorosa e compaixão verdadeiras por todos os seres, desejando- lhes felicidade e libertação de toda tristeza. Deseje que as pessoas vivam em harmonia, sem discussões ou desejo de dominação, que residam felizes e em paz no “conhecimento bem-aventurado da sabedoria”, a nossa verdadeira natureza.

Essas reflexões preparatórias ajudam a mente a perceber o que fará em seguida e aquietam um pouco a mente-macaco, desligando-a das atividades do dia e de emoções reprimidas que podem estar fervilhando por dentro.

Se desejar, pode fazer mais algumas respirações profundas e lentas, mas depois deixe voltar ao ritmo natural. Agora traga a atenção à sensação da postura sentada, à forma como o corpo está posicionado.

Por alguns minutos, apenas deixe a atenção se mover pelo corpo, começando pela área em que as nádegas tocam o chão, apenas sentindo a dureza ou maciez desse contato. Depois apenas deixe a atenção se mover nas pernas, sinta como estão flexionadas, em que pontos tocam o chão, sinta o toque da roupa na pele.

Deixe então que a atenção suba lentamente por todo o corpo, sentindo-o, deixando as
várias sensações irem e virem. Quando chegar ao rosto, sinta a região em que os lábios se tocam, sinta a umidade ou secura, a maciez; sinta a língua parada na boca, sinta o ar entrando e saindo pelas narinas, sinta as pálpebras pousadas no globo ocular, sinta os olhos nas órbitas e os músculos em volta.

Realmente experimente essas sensações. Sinta o cabelo na cabeça, onde ele toca as orelhas, nuca ou ombros.

Agora, a partir de um ponto no topo da cabeça, deixe a atenção correr pelo corpo, e fique atento ao contorno de toda a postura sentada, em uma atitude de atenção que examina, como se a atenção estivesse pousada ligeiramente atrás do corpo.

Agora fique atento à área do estômago e abdômen ou do peito e sinta o movimento de inspiração e expiração onde ele for mais perceptível. Isso é importante porque esse movimento de sobe e desce será o treino para começar a cultivar a plena atenção aguda e precisa. Apenas sinta o movimento de inspiração do começo ao fim, esteja atento à pausa que pode ocorrer, e então sinta o movimento de expiração do começo ao fim. Conheça-o através da sensação.

Pode ser útil, no começo, dizer
mentalmente: “subindo” durante a inspiração e “descendo” durante a expiração. Se você conseguir, no entanto, ficar bem atento ao movimento sem esse recurso, não o use. Apenas esteja atento ao surgimento, duração breve e cessação da inspiração e ao surgimento, duração breve e cessação da expiração, com o contorno da postura sentada ao fundo.

Se a mente divagar ou se o pensamento intervier, apenas o perceba com atenção pura, o mais rápido possível. Você pode fazer uma observação mental como “pensamento, pensamento” se isso ajudar a mente a ficar mais alerta, e então simplesmente trazer a atenção de volta ao subir/descer e à postura.

Não fique irritado se a mente divagar muito ou se o pensamento se transformar em um estrondo, pois isso vai acontecer. Apenas faça o possível para manter uma distância desapegada e não se identificar com isso, deixando, com plena atenção, que surja, mas também fazendo todo o possível para deixar que se vá. Mantenha-se bastante atento aos movimentos de subir e descer e à postura ao fundo, não se apegando a nada e não rejeitando nada.

Mantenha todo o corpo relaxado, os olhos relaxados, a coluna ereta, a cabeça estável, os ombros soltos, em um estado de atenção tranqüila, sem tensão.
Você perceberá diversas sensações surgindo e desaparecendo. Elas vêm e vão como bolhas de água.

Algumas duram algum tempo, e se tomarem sua atenção tente sentir como estão mudando, mesmo quando parecerem perdurar. Se elas causarem desconforto ou dor, esteja atento ao efeito dessas sensações sobre a mente, e crie um espaço de delicadeza onde elas possam se manifestar. Não lute contra isso, não fique tenso, diga a si mesmo: “relaxe, relaxe”, mantenha a atenção desapegada e volte ao surgir/desaparecer e à postura sentada.

Você poderá ouvir sons externos. Apenas os perceba com atenção pura, como “ouvir, ouvir”. São apenas sons; não há objeto no som. Apenas deixe os sons e o ato de ouvir entrar e sair da mente como o vento através de uma janela aberta, sem apego, sem rejeição. Volte delicadamente ao surgir/desaparecer/sentado.

Apenas permita que os estímulos sensoriais e a atenção a eles surjam e desapareçam através dos sentidos/mente. Tente discernir o surgimento simultâneo, ou emparelhado, do estímulo material e da consciência dele, e o desaparecimento de ambos. Desenvolva o primeiro conhecimento de insight de ascensão e queda. (Releia a parte anterior).

Fique como uma casa vazia, sem ninguém para atender ao chamado nas portas dos sentidos; apenas faça o registro sensível, desapegado, de cada estímulo visitante conforme aparece e não encontra ninguém em casa; chega sem ser convidado, vai embora sem ser convidado.

Deixe que a mente perca a identificação e a reação às influências sensoriais, sabendo que na verdade não há um “eu” ao qual essas experiências pertençam. Apenas se abra e deixe que a sensação de “eu” e de separação vá desaparecendo da atenção, com todo o processo ocorrendo sozinho, simplesmente, voltando a se centrar periodicamente no surgir/desaparecer/sentado.

Esteja atento às idas e vindas da mente - pensamentos, idéias, planos, projetos, devaneios, inquietação, preocupação, tédio, cansaço, sonolência, dúvidas etc. Perceba-as com atenção pura, sabendo que são napenas atividades transitórias, vazias, condicionadas, às quais a mente está habituada. Não se envolva
com elas. Se elas não forem percebidas como realmente são, de maneira rápida e precisa, você se perderá nelas. Para conseguir equilíbrio, volte ao surgir/desaparecer/sentado.

Apenas atenção imaculada aos momentosn seqüenciais da experiência sensorial surgindo/desaparecendo, surgindo/desaparecendo, surgindo/desaparecendo, fundada neste corpo, com seus órgãos dos sentidos, é a base para todo o espetáculo.

Quando essa contemplação se tornar forte, sintonize a atenção para que veja apenas a dissolução das formações, e experimente os momentos de ver, ouvir, cheirar, sentir gosto, tocar e pensar como algo que desaparece, desaparece e desaparece no vazio da mente.

Veja-os apenas se desmanchando com uma velocidade incrível.

Não deixe que o corpo despenque nem que a mente entre em devaneio. Mantenha uma postura ereta e relaxada e uma atenção alerta, porém composta, desapegada, como a de um espectador.

Desenvolva o conhecimento do insight da aparência como terror (nada a que se agarrar ou a que chamar de “eu” ou “meu”), e da aparência como perigo (porque se nos identificarmos a essas formações e nos apegarmos a elas, surge o sofrimento).

Veja como a mente que se apega tenta agarrar e manter essas vibrações sensoriais e esses pensamentos vazios, em desintegração, e como a partir deles desenvolve todo nosso mundo de experiência sujeito-objeto. Perceba que todas essas formações e nosso mundo objetificado, inclusive a consciência do “eu” individual, são apenas uma projeção da mente deludida, não têm nenhuma realidade separada, completa, além da mente, apenas uma grande ilusão, a teia de Mara. Ria dela, não deixe que ela o assuste.

Reflita então sobre o conhecimento do estado de paz: não-surgimento, não-apego etc., é segurança, nibbāna. Cultive o conhecimento do desapego, do desejo de liberação, da reflexão e da equanimidade.

Nesse estágio, ou em qualquer outro, podem surgir uma grande paz e êxtase, pontos coloridos, uma luz brilhante ou a idéia de que você progrediu. São apenas sinais de que se desenvolveu um certo grau demconcentração e insight.

Na verdade, essas são corrupções do insight, pois se você ficar atraído por elas e tentar agarrá-las, será como o apego a qualquer outra coisa: resultará em decepção, pois elas não vãodurar muito de qualquer maneira. Você deve observá-las com desapego, sabendo o que são, e deixar que sigam seu rumo natural. Você não precisa tentar fazê-las ir embora, pois elas desaparecerão por si mesmas. Retome sua contemplação normal de surgir/desaparecer/sentado.

Outro método, ou meio hábil, que ajuda a obter a sensação de não-eu ou vazio é ver todas as experiências sensoriais acontecendo no céu ou no espaço, sem que haja nenhum corpo envolvido. Veja todos os momentos de ouvir, ver, tocar, pensar, cheirar, sentir gosto como estrelas cadentes desaparecendo no vazio do espaço.

Apesar de o objetivo da prática de meditação ser transcender a mente, ir além do processo de pensar e conceituar, isso é realizado, por assim dizer, “dissuadindo-se a mente dela mesma”.

Tente obter a sensação de estar no “olho do furacão”, onde tudo é perfeitamente calmo e plácido, enquanto o exterior está rodopiando no mais absoluto caos. Mantenha-se imperturbável, deixe com as investidas sensoriais o afetem. Não se agarre nem mesmo à idéia de estar no olho de um furacão. Deixe que ela também desapareça na “atenção do grande céu”.

Deixe que a mente se expanda e se funda ao grande oceano da atenção, o estado anterior ao surgimento dos padrões de hábitos condicionados da mente, vindos da consciência do “eu” e do apego.

Deixe que esse estado de êxtase e paz sublimes cresçam e permeiem toda a experiência.

Essas contemplações devem ser praticadas repetidas vezes, pelo menos uma vez ou duas por dia, de preferência de manhã e à noite. Dessa forma, ao final de um tempo você será capaz de desenvolver essa atenção e trazê-la às atividades da sua vida diária. Para isso, mantém-se a atenção ao que quer que se esteja fazendo, seja sentar, ficar em pé, andar, ficar deitado, comer, lavar-se, ir ao banheiro, falar, pensar etc.

Você deve apenas estar atento ao que quer que o corpo e a mente estejam fazendo no momento presente, enquanto acontece, sabendo que tudo isso é não-eu. Além disso, sempre que npossível, durante o dia, volte a sentir o sobe/desce da respiração por alguns instantes ou por mais tempo. Isso vai ajudá-lo a trazer à mente as outras reflexões e também o ajudará a fortalecer os períodos de meditação sentada, o que por sua vez vai permitir que você mantenha a atenção durante suas atividades cotidianas. Esses dois tipos de prática se fortalecem mutuamente.

Você pode achar que isso é difícil de fazer. Pode ser que seja no começo, e pode até parecer um pouco
estranho.

No entanto, a base do esforço é a confiança de saber que ele pode ser feito, pois você o está fazendo, e saber as vantagens e benefícios que ele trará. Supera-se então a resistência e o estranhamento iniciais, e toda a prática de atenção ao momento presente se desdobra gradualmente e flui livremente, sem esforço. Dessa forma, pode-se superar a ilusão do eu.

As ações e pensamentos se manifestarão a partir de uma base sem eu, fundada em sabedoria e compaixão. Além disso, muitas das mazelas do corpo e outras coisas que o incomodavam serão menos intensas, e você experimentará uma sensação de calma e tranqüilidade permeando todo o seu ser/vida. Você experimentará a paz e a felicidade do plano espiritual da mente, que nenhuma das vicissitudes passageiras do mundo dos fenômenos pode perturbar, e uma atitude totalmente nova em relação à vida vai se desenvolver.

Esse é o benefício e a vantagem de transcender a identificação e o apego aos cinco agregados e superara delusão do eu.

Que todos os seres entrem no caminho de liberação, iluminação e Nibbāna!

Extraído do livro: Superando a Ilusão do Eu - Um Guia de Meditação Vipassanā

Autor: Yogavacara Rahula Bhikkhu

Congruence

In choosing congruence as my subject for this essay I do realise that this word covers an enormous area. My research has taken me seemingly down one road after another.

It raises as many questions within me as it answers. The fact that this area raises so many questions for me, I believe is a good thing. For although it is sometimes uncomfortable to be bombarded with questions, in my experience the questioning stage always comes before a surge in growth and understanding. If we can withstand the heat of the forge we can mould ourselves into what ever we want to be. I know that in this essay all that I can hope to do is scratch the surface of such an immense area as congruence.

So why choose congruence as my topic for this essay? One of the reasons that congruence appeals to me is that it strikes me as the hardest of the three core conditions to achieve. This fact fascinates me, why is it so hard? I hope to go some way towards answering this question in my essay. At the very least the whole area of congruence offers one hell of a challenge, and I do like a challenge.

So what is congruence? Roger says, (Rogers 1967 pg.61) “It has been found that personal change is facilitative when the psychotherapist is what he is, when in the relationship with his client he is genuine and without front or façade, openly being the feelings and attitudes which are at that moment flowing in him. We have coined the term congruence to try to describe this condition.”


Note that even in this passage Rogers says, “To try to describe this condition”. Maybe this is such a complex subject that even Rogers himself struggled to find the words to define it. We can see from these words the great importance that Rogers attached to being congruent in the relationship between client and therapist.


He also went on to say (Rogers 1967 pg.61) “No one fully achieves this condition. Yet the more the therapist is able to listen acceptantly to what is going on within himself, and the more he is able to be the complexity of his feelings, without fear, the higher the degree of his congruence”. So not only does he seem to be saying that congruence is hard to define, it is also not fully achievable! At this stage being congruent with myself I am starting to appreciate just how vast the concept of congruence really is.

Rogers went on to define congruence as “ the term we have used to indicate an accurate matching of experience and awareness.” I believe the point that Rogers is making here is that, to be congruent we must be aware of what is going on within us, and accept what we are experiencing. He also mentions communicating these feelings to our clients.

Other words that fit around congruence are honesty and genuiness. Once again these small but significant words can have many meanings and uses. For example one of my previous tutors used the words promiscuous honesty. The example that he gave was of a Yorkshire man calling a spade a spade. Since hearing these words I have been intensely observant waiting to see this promiscuous honesty in action. I have been very surprised at just how often people use the guise of honesty to hurt other people’s feelings. An immediate example in my own life was from a friend I had not seen for a few weeks.

I was really happy to see her and went out of my way to say hello. She was very quick to tell me how grey my hair had become since our last meeting and how much older I was looking. She must have noticed that I looked and indeed felt a little hurt by her almost throw away remarks. She then very quickly shrugged her shoulders and said, “ well I am only being honest.”

If I had been congruent I would have been aware that I was a little hurt by her remarks, accepted these feelings and then perhaps I could have communicated these facts back to her. I have become aware that one of my responses to being hurt is to change the hurt into anger, as one of my conditions of worth is not to show hurt, (it is a sign of weakness).


As my anger rose my first thought was to reply that I had never realised just how big her nose was until now, and then say well I am only being honest. I said nothing, and in retrospect I am glad, because I realise that I would only have been using the guise of honesty to score a point (promiscuous honesty in action).

One of the hardest things about being honest for me is realising the times that I think I am being honest, but am I? Am I being true to myself? Can I be congruent if I am not aware of what is going on for me in every day life? Recently on the diploma course I was in the role of a client in a practice group. I felt as though I very little to talk about, so I went back into my past and talked about the fact that I had fallen out with my sister in law, and still had some feelings of resentment towards her.

During the counselling process I realised for the first time, that one of my defence mechanisms was to brush things under the carpet, where they would hopefully remain and eventually fade away. I did this subconsciously and I had no idea that this was such an important way of dealing with things for me. All these years I believed that I was being honest with myself, things that hurt me or even scared me were just brushed aside and hidden from view. But now I realised that they were still there.

They had not been dealt with and from time to time would reappear to say a chilly hello. I had started the session by saying that I had nothing to talk about, I had no problems, I was a level headed, every things fine individual. Now I am starting to rediscover past events and realise that these events although supposedly brushed aside and hidden from view, did and do have knock on effects in my life.

I also realise that by being congruent and maybe with the help of therapy I can go back and remove the blockages that are causing obstructions in my life’s flow. Another way of looking at this process is to liken it to having a hose to water the garden. If the hose has a few kinks it may not stop the water flow completely but it will greatly reduce its efficiency.

If however we can go back and remove the kinks the water will flow freely, with little resistance, the garden will benefit as well as the person using it. This experience of looking at myself through therapy has shown me that in my life there has been real incongruence between experience and awareness, and between experience and communication. Rogers (1967) gives a beautiful example of a person being incongruent when he talks about a man denying the fact that he was angry, although he had clearly demonstrated this anger to others.


Rogers remarks, (Rogers’s 1967 pg340) “What is happening here? It seems clear that at a psychological level he is experiencing anger. This is not matched by his awareness. Consciously he is not experiencing anger, nor is he communicating this (so far as he consciously aware). There is a real incongruence between experience and awareness, and between experience and communication”.

I said at the beginning of this essay that I thought congruence was the hardest of the core conditions to achieve. But I don’t think that I really realised just how hard being congruent really is. To not even be aware that I may be acting in an incongruent way is a hard concept to grasp. If I am not aware that I am being incongruent can I rectify the situation?


Taking Rogers point that being congruent is now fully achievable, then where does that leave us on the road to being congruent? I feel that I am starting to take the first steps along this road, I am expecting a long hard journey with many twists and turns. My companions on this experience will be awareness, and an inner strength, which I hope, will allow me to communicate my findings to myself and anyone else who wants to listen.

I have a friend who sells various items of merchandise to accompany his work. In our last conversation he mentioned that he was having a difficult time with certain individuals in his life. He told me that he was quite happy to give them some of his merchandise if he thought they would benefit from such gifts.


However he was beginning to feel that certain individuals were starting to take advantage of his generosity and he did not like the feeling that this fact raised in him. He felt as though he could not refuse a gift once they had asked, although at times he did feel like saying no.

As we talked I tried to reflect back to him his words and feelings, after some time he said, “I suppose if I’m honest I want to be liked and if I say no people may not like me”. I felt as though the penny had dropped, he was being honest. I admired him for his honesty but realised at the same time, that this was just the start of his long journey on the road of self-discovery.

I believe that the example of my friend’s predicament and from my own experiences the thing that makes being congruent so hard is that it involves a large element of risk. Can I risk telling my wife when she asks, “Does my bum look big in this?” well yes it does. Will I hurt her feelings? Will we fall out? I like people to like me, to say, “ oh what a lovely guy that Tony is”.

I go out of my ways sometimes consciously, sometimes I believe unconsciously, to make them like me. But if I don’t agree with someone else’s views or opinions can I challenge them and risk them not liking me? Can I risk being honest and show my true feeling? Can I risk crying? Can I risk revealing my real, hidden self and take the risk of being hurt?

I realise that my fear of not being liked or wanting to be liked is a condition of worth, and boy do I have a few of these. In our personal development sessions at college, I wait for people to bring me into the conversation; it is as if I’m waiting for permission to speak.


This I can trace back to my mother always telling me, especially in the company of guests, “sit there and don’t speak until you are spoken to”. I never cry “don’t cry or I will give you something to cry about” (no thanks I already have something to cry about). Crying is a sign of weakness and big boys don’t cry. These conditions of worth can be a major cause of incongruence in our lives.

A personal and very painful example of this for me was that I longed for positive regard from my father until I was thirty-seven years old, then he passed away. I wanted him to be proud of me, to hold me, to respect me and love me. But he was never very tactile, never loving and he never gave me any inclination about what he thought and felt about me.

I do understand that for men of his generation it was very hard to show feelings. In my efforts to gain some sort of positive regard, acknowledgement, respect, love I tried to act in ways that I thought would please him. An obvious way was never to cry, this was considered weak, and boys don’t cry, especially the eldest son. ”You should know better, you’re the eldest” were words I would often hear, especially when things were going wrong.

Even when I was not involved, “well where were you? You should have been looking after your brothers”. So I took on these conditions of worth from my father in an effort to gain his approval and respect. I never cried, and I still don’t, I always feel that I could have done better or should do better. But sometimes I want to cry, and sometimes I feel as though I have done my best, I cannot do better, but this causes incongruence between my organismic self and my self-concept.

I can feel this incongruence physically as knots in my stomach or a tightening in my chest (very uncomfortable). These conditions of worth can go very deep and be buried within the subconscious mind, so how do I deal with these conditions of worth? I believe that the answer is simple but not easy, there is a big difference between these two words. I try to be congruent with myself, I feel the feelings (emotions), I don’t deny them, I am aware of them, and I accept them.

If I can then communicate these feelings through awareness, via a journal or therapy or even personnel reflection (meditation), then I believe I can go some way to removing harmful conditions of worth, and reduce my incongruence. Another risk of this process is that to strip a way our conditions of worth and change our self-concept can feel very scary.

If I strip away these things what will be left? Is a poor self-concept better than nothing at all? (Better the devil you know). I don’t believe so, to change takes courage, but my organismic self will be left, and if this organismic self is linked to God, as I believe it is, then I can only triumph over adversity, for if God is with me who can stand against me?

So how does congruence fit into the therapeutic relationship? Rogers puts great emphasis on the fact that it is the relationship that facilitates change. He also says that within the relationship certain conditions should exist. He states, (Rogers 1989 pg. 221) “that for constructive personality change to occur, it is necessary that these conditions exist and continue over a period of time”.

Two persons are in psychological contact.

The first, whom we shall term the client, is in a state of incongruence, being vulnerable or anxious.

The second person, whom we shall term the therapist, is congruent or integrated in the relationship.

The therapist experiences unconditional positive regard for the client.

The therapist experiences an empathic understanding of the client’s internal frame of reference and endeavours to communicate this experience to the client.

The communication to the client of the therapist’s empathic understanding and unconditional positive regard is to a minimal degree achieved.

I n condition two Rogers talks about the client being in a state of incongruence. There is conflict between his organismic self and his self-concept. I can relate through my personal experience of not crying, although I felt like it, in the hope that appearing strong would please my father, (incongruence in action).


In condition three Rogers is emphasising how important it is for the counsellor to be congruent in the relationship. Mearns and Thorne talk about how, (Mearns and Thorne 1988 pg. 96) “like empathy and unconditional positive regard, congruence makes it easier for the client to trust the counsellor and the counselling process.

If the client accepts the counsellor as congruent then he will know that the response he gets from her can be accepted as open and honest. He knows that the counsellor is not concerned with manipulating him and consequently he can feel more free in the relationship”.

I was with a client who informed me that at one point in his life he had been diagnosed with lung cancer and was going to die. As I listened to him a great feeling of sadness came over me and I shared this feeling with him.

To my surprise he replied “why are you feeling sad? I’m not”. He had calculated everything and death was a convenient way out of a depressing life for him. On reflection I realised that my feelings of sadness were based around my own fathers death, but although similar they did not belong in this relationship.

Although in this instance I was congruent with my client about my feelings, I was not congruent with myself about where these feelings were coming from. But I do believe that by being congruent with this client, our relationship grew stronger and became more trusting. I can now see that congruence is a very important concept in the healing process, indeed I believe that it is vital if growth is to take place.

Every time I think about congruence the words “ the truth shall set you free “ always come to mind. If I can be honest with myself and dispel some of my negative conditions of worth, lose some of my excess baggage.

Take some of the load off my organismic self and let the real me shine through, and help others to do the same. Then what as a species would we be incapable of achieving? Imagine all the love that would be set free, released into the world to heal and comfort us all. As Rogers himself said a state of being fully congruent is hard to achieve, but I truly believe that the bigger the battle the greater the rewards. And this is one battle that I for one am prepared to fight!

Warm Regards:

Anthony Somers